

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira (6), em Salvador, de uma cerimônia que marcou a entrega de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), equipamentos para unidades de saúde e o anúncio de novos investimentos para a área da saúde na Bahia. Ao todo, o pacote soma R$ 345 milhões e integra as ações do Novo PAC Saúde no estado.
Durante o evento, foram entregues 107 ambulâncias do Samu, 32 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além de equipamentos cirúrgicos e kits destinados à estruturação de Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A agenda também incluiu a assinatura de ordens de serviço para a construção de três novas policlínicas regionais, que serão implantadas nos municípios de Ibotirama, Ipirá e Seabra.
A cerimônia contou ainda com as primeiras entregas dos chamados “combos cirúrgicos”, com dez conjuntos voltados para cirurgias gerais e oftalmológicas, além de 1.030 combos de equipamentos para UBS, que beneficiarão 402 municípios baianos.
Os kits incluem aparelhos e materiais usados no atendimento básico e têm como objetivo ampliar a capacidade de resolução dos serviços oferecidos na atenção primária.
Além disso, o estado receberá 575 kits de telessaúde, que devem auxiliar no atendimento remoto e no suporte a profissionais da rede pública, especialmente em municípios mais distantes dos grandes centros urbanos.
As ações fazem parte também do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que busca ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na redução do tempo de espera por esses atendimentos na rede pública.
Durante o discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou, o tratamento contra um câncer na garganta que enfrentou em 2012 para defender investimentos em tecnologia de ponta no Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao contar uma visita recente à cidade de Itabira, em Minas Gerais, Lula disse ter se emocionado ao conhecer uma nova máquina de radioterapia instalada no município. Segundo ele, o equipamento representa um salto tecnológico em relação ao tratamento que recebeu há mais de uma década.
“Eu fiz 33 aplicações de radioterapia. Naquela época, a gente tinha que ficar preso numa mesa, com o rosto parafusado numa placa, para não se mexer. Mesmo assim, a radiação atingia outras partes do corpo”, relatou o presidente.