

O mercado global de energia solar voltou a bater recorde em 2025, mostram dados do relatório Global Market Outlook for Solar Power 2026–2030, elaborado pela SolarPower Europe e divulgado nesta semana durante a Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha.
Segundo o estudo, considerado um dos principais levantamentos do setor fotovoltaico mundial, o planeta adicionou 664 GW de nova capacidade solar em 2025, crescimento de 12% em relação aos 595 GW instalados no ano anterior.
Embora o volume seja o maior da história, o relatório mostra que o mercado começa a entrar em uma fase de crescimento mais moderado. Depois de avançar 85% em 2023 e 32% em 2024, a expansão global desacelerou para 12% em 2025.
Na avaliação da Solar Power Europe, o setor não deve mais repetir os saltos observados nos últimos anos. A tendência é de uma expansão mais sustentável, porém cada vez mais dependente da modernização das redes elétricas e do armazenamento em baterias.
Em outras palavras, a próxima etapa da transição energética deixará de ser apenas uma corrida por novos gigawatts instalados e passará a depender da capacidade dos sistemas elétricos de absorver e integrar grandes volumes de geração renovável.
Ao todo, os dez maiores mercados responderam por 82% de toda a capacidade solar adicionada no mundo em 2025. Sozinha, a China concentrou 57% das novas instalações globais e cerca de 70% de toda a potência adicionada entre os dez maiores mercado;
A China segue como o maior mercado fotovoltaico do planeta. Foram 382 GW instalados em 2025, cerca de oito vezes mais do que a Índia, segunda colocada. O país respondeu sozinho por 57% de toda a expansão solar mundial. Segundo a SolarPower Europe, embora o crescimento tenha permanecido elevado (+16%), houve desaceleração em relação aos anos anteriores.
O relatório destaca que o mercado chinês começa a entrar em uma nova fase, na qual integração ao sistema elétrico, desenho de mercado e capacidade da rede passam a ser mais importantes do que simplesmente instalar novos projetos. Outro destaque é que novos empreendimentos solares já começam a participar dos mercados atacadistas de eletricidade, aumentando a exposição dos investidores às oscilações de preços.