

A polícia do Canadá determinou nesta quarta-feira (11) que uma mulher transgênero de 18 anos foi a autora do ataque a tiros em uma cidade mineradora do oeste do país que deixou oito mortos, incluindo a mãe e o irmão da agressora.
No entanto, a polícia ainda não tem "nenhuma ideia" sobre o motivo do ataque em uma escola secundária e em uma residência em Tumbler Ridge, uma pequena localidade de 2.400 habitantes na província da Colúmbia Britânica.
O subcomissário da Polícia Montada Real do Canadá, Dwayne McDonald, corrigiu o número de vítimas do tiroteio ao informar oito mortos. Na terça-feira, a polícia havia inicialmente divulgado um saldo de nove mortes.
A agressora foi identificada como Jesse Van Rootselaar, uma mulher transgênero, que foi encontrada morta por "um ferimento de bala autoinfligido", detalhou McDonald em entrevista coletiva. Nos fatos, ela utilizou uma arma de cano longo e uma pistola.
A polícia encontrou seis pessoas mortas na escola secundária de Tumbler Ridge, cinco menores de 12 e 13 anos e uma educadora de 39 anos.
A agressora também matou sua mãe e seu irmão em uma residência, explicou McDonald.
Cerca de 25 pessoas também ficaram feridas, algumas das quais continuam entre a vida e a morte.
Tratou-se de um dos tiroteios mais mortais da história do Canadá.
O país está "em estado de choque" e "a nação está de luto", disse o primeiro-ministro Mark Carney, que ordenou que as bandeiras fossem hasteadas a meio-mastro em todo o Canadá por sete dias após a tragédia.
"Essas crianças e seus professores testemunharam uma crueldade inaudita. Quero que todos saibam isto: todo o nosso país está com vocês", afirmou em um discurso emocionado diante do Parlamento.
A agressora era conhecida das autoridades, que haviam realizado múltiplas visitas à sua casa em resposta a chamados de emergência relacionados à saúde mental, detalhou McDonald.
Após a tragédia, o primeiro-ministro anunciou na terça-feira que cancelava uma viagem à Alemanha prevista para esta quarta-feira, na qual participaria da Conferência de Segurança de Munique.
O rei Charles III, monarca do Canadá, declarou em comunicado que ele e a rainha Camilla estavam "profundamente chocados e entristecidos" pela tragédia.