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Polêmica

PF aponta indícios contra Elmar em investigação

Publicada em 16/09/2025 às 09:17h

por Tribuna da Bahia


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 (Foto: Foto de Divulgação)

A Polícia Federal (PF) identificou indícios de envolvimento do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) em um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos investigado pela Operação Overclean. De acordo com informações publicadas ontem (15) pelo site Metrópoles, o inquérito está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o caso após a constatação de possíveis conexões do parlamentar.

Na fase mais recente da operação, deflagrada em julho, o ministro Nunes Marques, do STF, rejeitou pedidos da PF para autorizar buscas, bloquear bens do deputado e afastar do cargo o prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento (União Brasil), irmão de Elmar. As medidas foram aplicadas apenas a outros investigados.

O esquema teria operado por meio de contratos de limpeza urbana e pavimentação em diversos municípios baianos, especialmente em Campo Formoso. Nessa cidade, a empresa Allpha Pavimentações, ligada aos empresários Alex e Fábio Parente, venceu licitações que somam R$ 51 milhões, financiadas por emendas parlamentares destinadas por Elmar.

A apuração inclui ainda o uso de uma aeronave do empresário Alex Parente, também investigado. O avião transportava parlamentares baianos, entre eles Félix Mendonça Júnior, e, segundo a PF, chegou a carregar dinheiro em espécie. Em uma das apreensões, em Brasília, foram encontrados R$ 1,5 milhão. Os deputados, no entanto, afirmam que as viagens ocorreram apenas por questões logísticas e negam qualquer ligação com o esquema.

Entre as provas, a PF cita uma planilha apreendida com Alex Parente que registra repasses de R$ 493 mil a Amaury Albuquerque Nascimento, primo e assessor de Elmar. Os investigadores também questionam a compra de um imóvel pelo deputado junto à filha do empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, por valor considerado abaixo do mercado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliou que os elementos contra o deputado ainda são frágeis e não sustentam medidas judiciais mais duras. Nunes Marques acompanhou esse entendimento e indeferiu os pedidos da PF relacionados a Elmar Nascimento.

O ministro determinou apenas o afastamento do então presidente da Codevasf, decisão que acabou sem efeito prático, já que o gestor havia deixado o cargo antes.

Ao Metrópoles, Elmar Nascimento negou participação no esquema. Em nota, divulgada ontem, sua defesa afirmou que os indícios são “tão frágeis que, após meses de investigações e vazamentos seletivos à imprensa, a PGR se manifestou contra qualquer diligência contra ele”.

 

 




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